sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Caixeiro viajante

Fugiu o frescor das manhãs de outrora.. Não sinto mais a chuva fria com cheiro de grama. Só este calor, que por analogia chamamos de infernal. Não que o pobre diabo tenha culpa, afinal, não foi ele que inventou o aquecimento global.. E por falar nele (com "n" minúsculo, pois não tem status, só apelido), mosca terrena de péssimos hábitos insistentes, perdeu a guerra e a batalha contra mim.
A forma sutil que encontrei de vencer o que quase ninguém vence é regar pacientemente o jardim da esperança e entusiamo. Palavras, nesta vida, já não têm o valor coerente, então, é preciso brigar com outras armas, reescrever a história a todo instante! Neste embalo à velocidade da luz, vejo antigos conflitos ficarem para trás (agora já são quase pequenos pontos no horizonte), e nesta viajem vou acompanhado.. Ainda que aos tropeços, errando aqui e acertando dali, recebi finalmente a recompensa por cultivar flores ao invés de espinhos.
Algo é terrivelmente certo e definitivo: O esforço descomunal em agradar àqueles que não precisam de afagos é um erro totalmente desnecessário e eivado de vícios. Ainda que as minúcias desses entreveros poéticos sejam raramente analisadas (e agora talvez mal compreendidas), me recolho ao formato de espírito conselheiro, algo como o Deus que veio até Moisés por detrás da árvore, mas não presenteio tábuas nem placas para pendurar no pescoço..
E assim respiro mais uma manhã do meu calendário. Levo então meu kit de sobrevivência no asfalto desta cidade, distribuindo sorrisos, manobras e atividades. Espero conquistas e avanços consideráveis. Ao meio dia, puxarei a corda do final de tarde.. Bom final de semana a todos!

Um comentário:

♫Pri disse...

Éreciso saber viver como diz a música.
Quem não sabe disso acaba vivendo no caos muito mais constantemente.

Bom texto.