sexta-feira, dezembro 12, 2008

Realidade virtual (Breathe out and give it away..)

Mais uma vez.. Desejando o poder tranquilizante da música. Sentindo o sol em meu rosto e observando o mundo como se admirasse um quadro de Dali. Estou aqui tão mergulhado em tantos sons, imagens e circunstâncias, que meu mundo parou por um instante. Não vejo a saída.. E começo a chorar. Mas não de tristeza, apenas esperança! Talvez surreal num universo tão contraditório.

Este sou eu.. Outrora me revoltei por acreditar ser único louco. Hoje respiro paz. Insisti nesta loucura, e ela me deu respostas.. Difícil entender! Meia jornada e ainda desejo o amor, a felicidade, a plenitude. Faço ouro da ira e diamantes de pedaços de vidro.. Estou exausto, preciso descansar, encontrar uma fuga, um abrigo, um amigo..

Reerguido, lancarei minhas redes ao mar, navegando longe! Foi pra isso que vim aqui.. Não pra completar uma lista ou ocupar algum trono.. Mas pra ser exclusivamente livre! Não deixo rastros de ódio, nem mágoa.. Estes parasitas imundos que cegam os homens! Sou rude, sou quieto.. Bem arteiro, feliz, acanhado.. Sou o própio silêncio, carrego a força de um tornado! Meio certinho, meio largado.. A corda do violão ou a tecla do piano.

Me dizem interativo, no papo de bar ou no discurso do auditório.. E ainda não sei dizer o que aprendi.. Nem porque.. E quem sabe?! Melhor assim! Muito mais a descobrir e pensar. Se não fosse assim, que graça haveria?! Mais do que uma pedra eu seria? Ainda tenho esta xícara entre as mãos.. O café ajudou-me nesta batalha intelectual! "Agora vai"! Em quatro minutos salvarei o mundo, ou seguirei refém do aconchego desta música..

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Perfumes..


Não sou muito ligado em moda e novidades afins do mundo fashion. Mas, como homem antenado e multimídia que sou, quero comentar a respeito de um grande lançamento: O perfume "One Million" da griffe Paco Rabanne. Descobri-o por acaso, em um comercial muito bacana e sofisticado, veiculado na TV. Na mesma época, tive oportunidade de conhecer sua fragrância.. Forte, marcante, de ótima fixação e ao mesmo tempo suave e moderno. Já está em minha prateleira e causando grande alvoroço, hehehe...

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Esqueça o sofá, é tempo de sair por aí..

Chegou a hora de ficar com cara de batata sorriso... Gostar ou "curtir" alguém, talvez apaixonar-se. São as doces razões da felicidade batendo em sua porta!

E quem é avesso a esse tipo de sentimento? Quem não gosta de muito carinho, olho no olho, sorriso maroto dizendo milhões de palavras apaixonadas em cascata. E, enfim, aquele beijo-foguete... Daqueles que tiram você da órbita terrestre!

É como tirar férias de você mesmo! Chega de compromissos, reuniões, trânsito, correria.. Agora é com vocês dois! O mundo parou! E daí?! Tenho suas mãos nas minhas, decorei cada curva do seu rosto.. Imortalizar este momento, eu irei!

De regalo, a saudade já na despedida, pra dois dias que serão como dois anos.. Logo, logo quero te ter ao meu lado.. Tá combinado, vai ser assim! Eu pra você e você pra mim..

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Relógios ao entardecer.

Dancei até às quatro da tarde
Sobre os ponteiros do meu relógio.
Linda aventura.. Um café na padaria!

Fiz da timidez um estandarte,
Pra você ficou mais do que óbvio,
O seu sorrriso era tudo o que eu queria!

O arteiro relógio escondeu-se
Esperando vingança da nossa falta de atenção.
"Mais dois cafés, por favor!", e logo iremos.

E se por acaso alguém percebesse,
Estaríamos em apuros, não haveria explicação.
Sumir, depois de pedir a conta, é o que faremos.

E assim descobri as luzes da cidade,
Como talvez nunca as tenha observado.
E descobri o seu beijo, entre outras surpresas.

Nesta louca atividade,
Não percebemos que o relógio havia aprontado.
Triste sina dos amantes, hora de ir.. Com certeza!

sexta-feira, novembro 28, 2008

Fogueira das vaidades.

Estive lendo um artigo da revista Tomorrow, edição de outubro de 2008. O tema em destaque referia-se ao universo perigoso e traiçoeiro da auto-promoção e excesso de vaidade.

Transformada em uma espécie de fábula, a história relata um campeonato na selva, onde todos os bichos se reúnem para competir. Quem realizasse a atividade mais espetacular ganharia o prêmio. Entre os agitados participantes, o vaidoso sapo, certo de sua vitória, aguardava o momento de ser puxado por uma corda até às nuvens, com a ajuda do urubu. Segurando-se apenas com a boca, surgiu por entre as árvores, causando espanto e dúvida. Quem seria aquele bicho voador? O esquilo? O coelho? A distância colaborava com o mistério..

Em meio à situação confusa, o ingênuo animal gritou: "Sou eu gente.. O sapooo!" E assim foram suas últimas palavras..

Muito do que se vê por aí, em inúmeras circunstâncias, casa perfeitamente com este conto. Cavamos nossa própria sepultura a cada vez que usamos nossos talentos e qualidades para alcançar o topo, estruturados apenas em elogios e favores. Nossas vidas são frágeis porque erguemos apenas um lado da casa, uma fina parede.. E abandonamos o resto da construção! Esquecemos de aprender sobre a vida, insistimos em chegar felizes ao fim do caminho emoldurando diplomas.. Temos horror ao sofrimento, imploramos pelo caminho mais fácil..

E o mais triste em tudo isso é que, em meio a tantas necessidades e exigências deste mundo, fica em nossos pensamentos aquele estranho ruído, que nos deixa confusos e perdidos.. É um herói quem vence os obstáculos e se habilita a viver em plenitude..

quinta-feira, novembro 27, 2008

Ainda sobre música..


Ontem resgatei um álbum que considero fantástico.. E como é divertido lembrar do que fazíamos, quando esses hits do passado estavam no auge! Numa época de azaração, festas do colégio, férias, entre outras inúmeras experiências.. A música sempre define os melhores (e os piores) momentos de nossas vidas.

Então, lá vai: "Crackers International - Erasure", em destaque, os meus hits favoritos: Stop! [12" remix] e Knocking on your door [12" remix]. Tá bombando direto no meu iPod, hehe..

terça-feira, novembro 25, 2008

Le Quattro Stagioni.


Há tempos sou fã de música clássica..

Apesar de não ser meu estilo favorito de música, seguidamente me rendo à pureza dos sons de violinos e pianos. Faz parte das raízes da arte, música originária de um época de ouvidos e sentidos apurados, longe do "pop-trash-crazy-music" deste século!

Saí de casa, hoje, sob as bênçãos de um dia maravilhoso de primavera.. Ao pé do ouvido, o som de "As Quatro Estações - Vivaldi"... É claro, as minhas favoritas: "Spring (Op. 8/1) Allegro" e "Autumn (Op. 8/1) Allegro".

Aos interessados e aos que ainda não possuem o álbum, aí vai a dica: Four Seasons (Le Quattro Stagioni - Pina Carmirelli / Violin) Phillips. Vale a pena conferir!